A
cidade
Bonito está localizada a sudoeste do estado do Mato
Grosso do Sul, a 330 km de Campo Grande, na serra da Bodoquena.
Fica próximo às fronteiras do Paraguai e Bolívia,
vizinho ao Pantanal do Nabileque. Região produtora
de carne e soja.
Desde 1990, Bonito se destaca por sua natural
inclinação ecoturística. Antigas fazendas
agrícolas ou de pecuária descobriram que em
suas terras existiam nascentes de rios cristalinos e muitas
cavernas. Em pouco tempo, a tradicional cidadezinha do interior
do Brasil com pouco mais de 15 mil habitantes, se transformou
num importante pólo de ecoturismo. Brasileiros, ingleses,
franceses, alemães, italianos, japoneses, israelenses
e todas as nacionalidades que você puder imaginar, já
vieram conferir de perto as maravilhas de Bonito.
De nada adiantaria todo esse desenvolvimento
se não houvesse um cuidado especial na forma de “usar”
a natureza. É muito comum conhecermos locais maravilhosos
que, poucos anos mais tarde, são destruídos
pelo turismo predatório. É justamente aí
que Bonito se diferencia das outras cidades turísticas
do Brasil, ganhando assim a fama de ser “a capital do
ecoturismo”. A região oferece mais de 40 passeios
relacionados ao ecoturismo. Os municípios de Jardim
e Bodoquena, municípios vizinhos, possuem as mesmas
características naturais e também estão
investindo muito no setor, que emprega hoje 58% da população
economicamente ativa em Bonito, ou cerca de 2,5 mil empregos
diretos. Parte dos passeios (como o Rio da Prata e a Lagoa
Misteriosa) que o turista vai fazer “em Bonito”
ficam, na verdade, nestes municípios.
A gestão turística de Bonito
garante a sustentabilidade da operação em áreas
tão sensíveis. Garante também a satisfação
daqueles que procuram a natureza intocada e perfeita. Tudo
aqui é controlado e envolve um enorme número
de profissionais para que você tenha a viagem que sonhou.
A obrigatoriedade de guias de turismo ou de monitores especializados
(caso do Abismo Anhumas) acompanhando todos os grupos de visitantes
foi o passo mais importante para se conquistar a profissionalização
do ecoturismo com qualidade e segurança.
Todos os passeios são intermediados
por uma agência de turismo local. São elas que
auxiliam os visitantes a escolher a melhor programação
de acordo com seus interesses, idades, tempo e dinheiro. As
agências agendam os horários nos passeios e contratam
os guias para acompanhar os grupos. Cada passeio tem um número
limitado de visitantes por dia, assim como o guia, que atende
um número determinado de visitantes por passeio, garantindo
o aproveitamento e a qualidade dos serviços. Portanto
é muito importante agendar os passeios com certa antecedência,
principalmente durante a alta temporada (dezembro, janeiro,
feriados nacionais e mês de julho).
Parque
Nacional da Serra da Bodoquena No ano de 2000 o governo estadual criou o Parque
Nacional da Serra da Bodoquena, aumentando em muito a pesquisa
científica na região. O parque abrange uma área
de 76.481 hectares, os quais foram transformados em área
de utilidade pública pelo Decreto de Criação.
O parque está dividido em dois fragmentos: um ao norte,
com área de 27.793 hectares e outro ao sul, com 48.688
hectares . Sua criação visa proteger a maior
área contínua de “mata atlântica”
no estado. O terreno do Parque Nacional apresenta características
geológicas especiais, com minerais de calcário,
urânio, cobre, chumbo e dolomito. A biodiversidade também
é gigantesca. Aves, peixes, mamíferos, répteis,
insetos e uma infinidade de plantas e árvores atraem
pesquisadores de todas as partes do mundo. Ainda em estudo,
muitas partes do parque ainda não estão abertas
à visitação pública.